#Oscar2017 - A Chegada e a esnobada da Amy Adams

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Olá pessoas! Quem me conhece sabe que eu não sou fã de filmes de ficção científica, especialmente os que envolvem alienígenas, mas se esse Oscar serviu pra alguma coisa na minha vida, foi pra me fazer perder preconceitos cinematográficos. Depois de encarar filmes de guerra, faroeste moderno e até um francês, chegou o momento de ver A Chegada. Fui com o coração aberto e me surpreendi com a inteligência do filme. 


O filme começa quando a Terra é visitada por 12 naves alienígenas que pousam em 12 cidades importantes ao redor do mundo. Com o desespero se espalhando pela população, um país querendo tomar atitudes com que os outros não concordam e o fracasso na hora de estabelecer contato com os seres estranhos, o governo americano contata a famosa linguista Louise Banks (Amy Adams) para tentar se comunicar com os aliens e entender o que eles procuram na Terra. Além dela, também é contratado o cientista Ian Donnelly (Jeremy Renner) e, juntos, eles trabalham para encontrar um jeito de compreender os visitantes do espaço. Com a ajuda da Hipótese de Sapir-Whorf, teoria linguística popularizada no século 20 (artigo completo sobre isso aqui), eles começam a estabelecer um diálogo por meio de estímulos visuais, levando os extraterrestres a se comunicar por meio de símbolos criados por uma fumaça que sai dos seus corpos. A partir daí, é missão da dupla desvendar essas figuras enquanto a doutora Louise lida com seus próprios problemas pessoais. 


O filme é envolvente e inteligente. Apesar de competir com outros muitos sobre o mesmo tema, a história baseada em um conto do escritor Ted Chiang se destaca das demais. O principal destaque vem pela escolha da protagonista, que é uma mulher, em um lugar geralmente ocupado por homens. O diretor Denis Villeneuve, que tem um histórico de escolher heroínas para as suas produções, disse em entrevista que faz parte da primeira geração de homens que teve contato com o feminismo e nunca teve medo dessas ideias, na verdade as achava algo lindo. Amy Adams desempenha o papel principal brilhantemente e o espanto foi geral quando a indicação para Melhor Atriz não veio, questionando outras indicações como a de Meryl Streep, que tem cadeira cativa todos os anos na categoria e não foi diferente esse ano. O diretor também falou que a falta de indicação da atriz foi uma decepção e que ela é a alma do filme, carregando a produção nos ombros. Eu não poderia concordar mais com ele, Amy transmite todos os sentimentos pedidos pela história. 


Sobre o roteiro, a produção tem um final surpreendente e que sai da caixinha de sempre. Demora um pouco pra você entender pra onde as coisas estão indo mas quando finalmente cai a ficha, tudo se torna claro e genial. Ver o caminho que o filme tomou me espantou e me deixou impressionada, tudo feito com muita classe e sem exagerar em cada aspecto do filme. A Chegada foi indicado como Melhor Filme e Melhor Diretor, além de outras 6 categorias técnicas. Mesmo quem não gosta do estilo precisa assistir o filme com atenção, é uma excelente experiência cinematográfica. 


E vocês, já viram o filme? Curtiram? Acham que a Amy Adams merecia a indicação? Me contem aqui nos comentários, vamos ter muito filme pra discutir daqui pra Domingo. Mil beijos!  

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“Quando Deus muda nossos planos é porque algo vai melhorar. Confie.” Salmo 37.5

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