#Oscar2017 - Mais 3 filmes baseados em fatos reais

11:00


Olá pessoas! Quando eu falei que o Oscar é louco por filmes baseados em fatos reais eu não tava brincando não viu. Das 5 mulheres concorrendo como Melhor Atriz, 3 interpretam pessoas que existiram de verdade. Como filme nunca é demais, vamos comigo ver quem essas mulheres encarnaram no cinema.


Começando com a cadeira cativa de todos os anos da premiação, Meryl Streep concorre dessa vez com a personagem Florence Foster Jenkins. O filme, que leva o nome da protagonista, conta a história de uma socialite nova-iorquina que, nos anos 40, se dedicou a apoiar as artes da cidade. Depois de assistir um concerto de ópera e se emocionar bastante, ela resolve ter aulas de canto e contrata um pianista chamado Cosme McMoon (Simon Helberg). Todos ao seu redor garantem que ela é ótima e, motivada pelos falsos elogios, ela resolve fazer um concerto. Apesar dos esforços do seu marido St. Clair (Hugh Grant) para proteger a mulher, a fantasia dela pode ser colocada em risco por um enorme show no Carnegie Hall. Além disso, o filme aborda a peculiar relação entre Florence e o marido, que vivem mais como amigos do que qualquer outra coisa, fato que é resultado de uma doença contraída pela mesma anos antes. 


Não se nega que Meryl é uma excelente atriz, mas a indicação pode ser mais costume do que merecimento. O filme é bom, te mantém distraído e proporciona boas risadas mas não tem nada de especial, que realmente te faça amar a história. A única indicação que o filme recebeu foi a de Melhor Atriz, não tinha porte para concorrer com nenhum dos outros filmes indicados. Apesar disso, é excelente para aqueles dias que você só quer ver um filme leve, passar o tempo e dar umas boas risadas. Nem sempre se trata da tensão proporcionada pela história e sim do que você está procurando nela, e Florence: Quem é essa mulher? é o filme pra quem quer se divertir e rir das desafinadas de uma cantora que acha que sabe cantar. 


Indo pra um lado mais sério, o Oscar volta a afirmar que não é racista com a indicação de Loving. Além de grande parte do elenco negra, o filme trata de casamentos inter-raciais nos Estados Unidos em uma época onde a segregação era comum, especialmente no Sul. A história é do casal Richard (Joel Edgerton) e Mildred Loving (Ruth Negga), ele branco e ela negra, que acabam presos depois que ela engravida e eles se casam em um cartório em Washington. A partir daí eles são forçados a deixar o estado durante 25 anos para evitar a cadeia, mas a infelicidade de ficar longe da família e dos amigos leva Mildred a procurar um advogado para processar o estado em um caso que pode mudar a história da segregação nos Estados Unidos.  


O filme não é nenhuma grande surpresa, na verdade todo mundo consegue imaginar onde isso vai dar, mas é sempre bom ver uma história feliz nesses dias que a gente ta vivendo né? Acaba sendo um choque de realidade pensar que poucos anos atrás o casamento era um problema se os noivos fossem de raças diferentes, muito surreal só de imaginar. A indicação veio pra Ruth Negga, como Melhor Atriz, e apesar de achar que a vitória não vem, ela fez um belo trabalho no seu papel. A história não é pesada, na verdade te deixa feliz ver como as coisas se desenrolam, e é muito a cara daqueles Lifetime Movies que amo. O Joel Edgerton também está muito bem no papel, eles tem uma química incrível e os personagens se completam (claro né, eram um casal real). Eu recomendo, sempre bom se emocionar com histórias de amor que superam tudo. 


Pra terminar, um nome que todo mundo conhece: Jackie Kennedy. O filme sobre a ex-primeira-dama dos Estados Unidos é estrelado por Natalie Portman e se passa nos quatro dias que seguiram a morte do ex-presidente John F. Kennedy. As cenas variam entre pedaços de uma entrevista que ela deu para a revista Life (dá pra ler a original aqui) para o jornalista Theodore H. White (Billy Crudup), cenas de um tour da Casa Branca que rendeu um Emmy para a moça e as providências pós-morte que ela teve que tomar junto com o irmão do falecido, Robert Kennedy (Peter Sarsgaard). Entre dar a notícia para os filhos e organizar um funeral para ficar na história, Jackie tem seus altos e baixos.


Achei a atuação da Natalie Portman digna da indicação de Melhor Atriz que recebeu. Em alguns momentos me dava uma agonia com o jeito dela falar de tão mudada que ela ficou para o personagem. O rosto também conta a história, considerando que ela faz o filme quase que inteiro sozinha, os outros atores fazem pequenas participações. Vou repetir a mesma coisa dos outros, se tu quiser aquele filme que vai te dar um choque, virar tua vida de cabeça pra baixo, não é esse não. Mas eu achei super interessante ver os dias seguintes com detalhes, pra quem se interessa por esses grandes acontecimentos da história eu acho super válido. 

E aí? Animados com o Oscar? Já fazendo suas apostas? E esses filmes, já assistiu? Me conta aqui embaixo, vamos bater um papo. Ainda vai rolar muita coisa por aqui até o evento, me dá tua opinião. Mil beijos!


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“Quando Deus muda nossos planos é porque algo vai melhorar. Confie.” Salmo 37.5

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